BALMER ABRE ESPAÇO PARA MÃO DE OBRA ESTRANGEIRA

Desde a metade de 2019, a Balmer tem contratado inúmeros estrangeiros para trabalhar, os quais em sua maioria tem experiência na área de atuação da empresa: soldas. Tais contratações acontecem devido a especialização dos imigrantes em contraponto ao déficit de mão de obra qualificada, mesmo com a adesão de jovens aprendizes para aprender o processo e o método de trabalho da empresa.

Imigrantes que trabalham na Balmer. Foto: Marketing-BALMER

Atualmente a BALMER possui 14 imigrantes contratados entre os 150 colaboradores, dos quais 13 são venezuelanos e 1 deles é cubano. Sendo das vagas dispostas, 4 mulheres imigrantes contratadas.

Tal quantidade de colaboradores imigrantes tem relação direta com a história da região de Ijuí, a qual é conhecida pela cidade das etnias, acolhendo pessoas de diversos lugares do mundo, fato que se repete nos tempos atuais, com a chegada dos trabalhadores.

Supervisor de Produção da BALMER

E para nosso supervisor de produção BALMER, Alexandre da Silva, a oportunidade de ter trabalhadores imigrantes é muito importante para a fábrica, conforme afirma:

“É gratificante ver que eles estão felizes. Todos demonstram facilidade, interesse em aprendizado e vontade de contribuir. Todos se encaixaram muito bem e conseguimos dobrar o nosso rendimento. E pelo que eles nos dizem, estão realizados e dispostos a contribuir ainda mais”.

Alexandre, supervisor de produção, ressaltou ainda que mesmo que alguns dos imigrantes que encaminharam currículo não tinham experiência em indústrias de solda, a Balmer ofereceu incentivos como cursos de capacitação, entendendo a dificuldade que estavam e a necessidade de trabalhar. E, atualmente, com tais adaptações, a fábrica já conta com trabalhadores imigrantes em todos os setores da empresa.

Conhecendo os imigrantes da BALMER

Um de nossos trabalhadores é o venezuelano, Freedy José Caña de 35 anos. Ele foi o primeiro imigrante contratado da Balmer e veio para o Brasil em 2018 na busca de uma melhor oportunidade de vida.

Ele ficou oito meses em Roraima e não conseguiu trabalho. Com a ajuda da Igreja dos Mórmons, veio até Ijuí, onde largou inúmeros currículos, sendo chamado para trabalhar na Balmer, a qual se orgulha do seu crescimento na empresa:

“Não sabia fazer o trabalho, mas com o tempo fui aprendendo e me aperfeiçoando, e hoje até estou dando aula”, afirmou Caña.

Ele ainda disse que trabalhava na Venezuela em uma indústria de tecidos, porém o salário que recebia não dava conta das despesas do país, pois isso resolveu vir ao Brasil. No início, ele veio sozinho, mas já conseguiu trazer a esposa, o filho e a sua mãe.

Com o mesmo objetivo de melhorar de vida, o venezuelano Daniel Valero, 27 anos veio a Ijuí. No Brasil desde 2018, o imigrante chegou a voltar ao seu país após seis meses sem conseguir emprego, mas como a vida na Venezuela estava difícil, resolveu arriscar de novo, dessa vez em Curitiba. Cidade a qual trabalhou por 1 ano e 4 meses em um restaurante, mas com a pandemia perdeu o emprego. Então resolveu ir embora de Curitiba e acabou chegando em Ijuí, onde ingressou na Balmer:

“Vim para cá, pois na Venezuela o salário não era o bastante para comprar feijão, então resolvi sair do país para buscar uma melhor qualidade de vida”, relatou. 

Valero assim como Caña, nunca haviam trabalhado na área de soldas, tendo apenas atuado como autônomo no seu país natal. E aqui na Balmer, eles receberam treinamento e estão conquistando o seu espaço.

FONTE: adaptação da matéria “Imigrantes se inserem no mercado local” da versão impressa do Jornal da Manhã, 20 e 21 de março de 2021